Paulo Nazareth | Brasil

Artista contemplado com o Prêmio de Residência Arquetopia_Videobrasil na Arquetopia (Puebla, México)

É artista visual. Suas obras envolvem instalação, objeto, vídeo, fotografia e performance. Artista andarilho que realiza longos trajetos, muitas vezes percorridos a pé, como do Brasil aos Estados Unidos e da África do Sul à França, acumulando vivências, produtos locais, embalagens, nomes e imagens simultaneamente a realização de atos performáticos. Seu trabalho reflete sobre as conexões entre pessoas e continentes na constituição de identidades, revistas sob a luz de suas raízes biográficas, escancarando suas questões sociais e políticas ao operar no limiar entre ironia e franqueza. Suas exposições individuais incluem Che Cherera, Mendes Wood DM, São Paulo (2014); Premium Bananas, Museu de Arte de São Paulo (2012); Centro Cultural São Paulo (2009); dentre outras. Participou de exposições coletivas como The Encyclopedic Palace, 55ª Biennale di Venezia, Itália (2013); Imagine Brazil, Astrup Fearnley Museet, Oslo, Noruega (2013); Entre­temps... Brusquement, et ensuite, 12ª Biennale de Lyon, França (2013); Bienal de Montevideo, Uruguai (2013); Bienal de Benin, Cotonou, Benin (2012/13). Vive e trabalha em Belo Horizonte.


L’Arbre D’Oublier | 2013, vídeo
Cine África | 2012-2013, vídeo
Cine Brasil | 2012-2013, vídeo
Ipê Amarelo | 2012-2013, vídeo

Os longos trajetos a pé de Nazareth questionam a ideia de fronteiras e a escala global. Em L’Arbre D’Oublier, filmado em Ouidah, que sediou um dos maiores portos de tráfico negreiro da África, o artista volteia 437 vezes a Árvore do Esquecimento, ao redor da qual os homens eram obrigados a dar sete voltas, num ritual para apagar a memória do passado.  O gesto performático, tentativa poética de rebobinar a história, é repetido por Nazareth em torno de outras árvores, na África e no Brasil, como um ipê amarelo, símbolo nacional do país.

artistas selecionados pelo edital de obras