Armando Queiroz | Brasil

É artista visual, curador independente e técnico em museu. Sua produção artística abrange desde objetos diminutos até obras em grande escala, vídeos, fotografias, performances e intervenções urbanas, e aborda questões sociais, políticas, patrimoniais, frequentemente partindo do contexto da região amazônica. Cria a partir de observações do cotidiano das ruas, apropriando-se de objetos populares de várias procedências, tendo como referência a cidade e a alteridade. A relação entre arte e vida permeia sua obra, muitas vezes intermediada por elementos como a carne e o corpo. Participou de importantes exposições como a 16ª Bienal de Cerveira, Portugal (2011); 3ª Bienal do Fim do Mundo, Ushuaia, Argentina (2011); 20 Bienal Internacional de Curitiba (2013); e 31ª Bienal de São Paulo (2014); dentre outras. Foi contemplado com a bolsa de pesquisa do Prêmio CNI SESI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas (2009-2010) e homenageado no 29º Arte Pará, Belém (2010). Vive e trabalha em Belém.

Belle Époque | 2014, vídeo
A Belle Époque brasileira foi regida pelos ciclos econômicos do café e da borracha. No fim do século 19, Belém era uma das cidades mais ricas do Brasil e vivia seu esplendor. Em Belle Époque, Armando Queiroz reconfigura diferentes camadas de tempo na manipulação de iconografias. O besouro que não consegue se fixar ao olho, como se reivindicasse seu lugar naquele corpo, ativa a memória dos ciclos que vão do apogeu ao declínio, da sofisticação à decadência, da lembrança ao esquecimento.

artistas selecionados pelo edital de obras